quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Mães Más...

Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
"Eu os amei o suficiente para ter perguntado: onde vão, com quem vão e a que horas regressarão?
Eu os amei suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tirara da mercearia e os fazer dizer ao dono: "Nós roubamos isto ontem e queríamos pagar?"
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de você duas horas, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria realizado em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver alguém do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas dos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso.
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... porque no final vocês venceram também!
E qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entenderem a lógica que motiva os pais e mães, meus filhos vão lhes dizer quando eles lhe perguntarem se a sua mãe era má:
"Sim... Nossa mãe era má. Ela era a mãe mais má do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos de comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela obrigava-nos a jantar a mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam os filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos que íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil. Nós tínhamos de lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Eu acho que ela nem dormia a noite, pensando em coisas par nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe dizermos a verdade, e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos. Tinham de subir, bater a porta para ela os conhecer. Enquanto todos podiam sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16. Por causa de nossa mãe, nós perdemos diversas experiências da adolecência. Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos, atos de vandalismo, violação de propiedade, nem fomos presos por nenhum crime. Foi tudo por causa dela.
Agora que já saímos de casa, nós somos adultos, honestos e educados, estamos fazer o nosso melhor para sermos "pais maus", tal como a nossa mãe foi. Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: Não há suficiente mães más..."

Autor Desconhecido.

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