domingo, 1 de março de 2009

Heidegger - Mistério e Enigma


«(…) E todo o meu sonho e intento é unir
e juntar num só todo o que é fragmento
e enigma e horrível acaso.
como suportaria eu ser homem, se o
homem não fosse também poeta e decifrador
de enigmas e redentor do acaso?»

F. Nietzsche


ENIGMA «O velho eremita reuniu todos
os papéis e preparou
a mais bela festa para os filhos
cada um leria um velho escrito
e tentaria decifrar o grande enigma
começou por atribuir um número
a cada um não haveria confusão
excepto a inevitável confusão
de se saber o resultado do enigma
(…) Qual deles ousou descobrir?»
José Antunes Ribeiro


«Artista de ontem e de hoje,
que é a arte?
Não me respondeis.
Dissimulai-vos, adormeceis, bem vejo.
Mas gritai, acordai, por Júpiter,
pai dos deuses!
ensinai-me de uma vez o que é a arte.»
Irene Lisboa


«Holz lautet ein alter Name für Wald. Im Holz sind Wege,
die meist verwachsen jäh im Unbegangenen aufhören.
Sie hei b en Holzwege.
Jeder verläuft gesondert, aber im selben Wald. Oft scheint
es, als gleiche einer dem anderen. Doch es scheint nur so.
Holzmacher und Waldhüter kennen die Wege. Sie wissen, was es hei b t, auf einem Holzweg zu sein» [1]

[1] Bosque soa a um antigo nome para floresta. No bosque há caminhos, a maior parte das vezes emaranhados matagais que terminam repentinamente. Cada um explora o seu caminho, mas na mesma floresta. Frequentemente, parece que um é análogo ao outro. Mas não é senão uma aparência.
Lenhadores e silvícolas conhecem os caminhos. Sabem o que significa estar nos caminhos da floresta». (M. Heidegger, «Holzwege», in Gesamtausgabe, I. Abteilung: Veröffentlichte Schriften 1914 - 1970, Band 5, p. 2 (traduzido do original por Isabel Rosete).



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