domingo, 1 de novembro de 2009

Educação? Ou falta dela?



Por Márcio Alexandre da Silva*

Educação: termo atual na nossa sociedade. Existem vários artigos, livros, programas televisivos ou radiofônicos que abordam esse importante assunto. Nesse artigo faremos superficialmente a comparação entre educação grega e a atual.

Um dos males da educação são alguns “gabineteiros”. Nessa classificação se encaixam os teóricos, secretários e secretárias de educação e governantes, que do seu confortável e imponente gabinete, elaboram teorias lindíssima, pena que estas nunca serão posta na prática, haja vista sua inviabilidade de aplicabilidade. Na educação não deveria ter espaço, ou dar-se credibilidade as pessoas que estão lá nas suas salas aconchegantes e que às vezes elaboram teoricamente suas pedagogias e as despejam sobre o sistema de ensino. Saiam das suas saletas luxuosas e enfrente uma sala de aula extremamente lotada, crianças agressivas. Vejam os esforços de centenas de milhares de educadores e educadoras desse imenso Brasil, e não são poucos, que andam kilômetros e mais kilômetros por dia para lecionarem. Outros lecionam embaixo das árvores, quando tens árvores para se abrigarem!

Essa realidade descrita anteriormente é muito próxima da nossa rede pública de ensino. Quero ver os teóricos de “gabinetes” aplicarem nesse contexto descrito anteriormente a “pedagogia do amor”. Ou exigir qualidade de ensino e pagar gratificações a si mesmo com base no rendimento dos alunos, que eles mal conhecem, só pelos números. Ou será que não abortar esses assuntos?

Pior ainda, alguns comentadores da educação são economistas, políticos, governantes e até pessoas do senso comum, que pouco ou nada sabem sobre a belíssima arte de educar. Pois, quem sabe o que é ser um professor uma professora em uma sala extremamente lotada, com crianças com déficits educacionais e até nutricionais são os profissionais da educação que enfrentam os desafios de educar nesse Brasil que pouco ou nada valoriza a educação. Esses professores e professoras, quase sempre, ou nunca são ouvidos. Todas as vezes que aplicam qualquer método de ensino sem ouvir o professor, estão tratando a educação como um médico que prescreve um remédio para um paciente sem conversar com ele para saber quais são os seus sintomas. Esse é o grande erro da educação: não ouvir os educadores.

Embora seja excessivamente debatido nos dias atuais: a educação é um tema milenar. Desde a Grécia antiga. Naquele período, escravos instruídos eram pagos para ensinar crianças ricas a lerem e escreverem – educação básica para a época. Hoje temos também os “educadores escravos”. Os educadores da atualidade são escravos e escravas do seu tempo, normalmente trabalham em mais de uma escola e até duas ou mais cidades. Se prendem as funções, auto-suficiência, ingerência estatal e inúmeras situações que os e as escraviza. No entanto, a pior escravidão da educação são os salários que não libertam ninguém.

No período grego antigo, havia muita exclusão educacional. Pois, os desprovidos de bens, não tinham como adquirir “educadores escravos”. E hoje todos conseguem colocar seus filhos em boas escolas? Ou dar-lhe educação adequada, tais como: cursos de línguas estrangeiras, informáticas, ioga e balé? Todos podem dar educação holística aos filhos e filhas? Não!

Os gregos que não podiam pagar educadores aos seus filhos eram obrigados a colocá-los num ofício. Já que não podiam ser educados, deveriam aprender ao menos uma profissão. Por conta disso muitos iam para oficinas exercitar alguma habilidade específica ainda criança. Analogicamente no Brasil temos muitas crianças que deixam de ir à escola para trabalhar e ajudar na renda familiar é o que chamado de exploração de trabalho infantil, mas comum no Brasil do que imaginamos. Quantos centenários se passaram? E ainda o econômico, o sustento familiar, ainda são primordiais do que o aprendizado.

Infelizmente no Brasil, algumas argumentações e discursos educacionais vazios por parte dos governos, manipulam a grande massa encefálica que acreditam que os órgãos públicos estão investindo como deveriam na educação.

A educação é o que manterá o presente estável e futuro desse país. Não adianta projeta a educação algo a vir. Atitudes devem ser tomadas no presente, para colhermos os frutos posteriormente.


*Márcio Alexandre da Silva é formado em filosofia e educador.


Fonte: Blog do Professor de Filosofia


Imagens: Google

3 comentários:

Valdeir Almeida disse...

Marise,

Eu sempre pensei sobre isso, inclusive estou produzindo um post bem elaborado (de pesquisa mesmo) sobre esse tema.

Tem muita gente por aí que nunca pisou numa sala de aula como educador (apenas como aluno), nem sequer cursou faculdade de licenciatura nem Pedagogia, ainda assim, vendeu livros a rodo e só anda no Domingão do Faustão. Essas pessoas não são educadoras, mas sim, aproveitadoras.

Abraços e uma ótima semana para você.

Ana Lúcia Porto disse...

Oi Marise,

Obrigada por tão gentil comentário...

Eu penso que você poderia participar dessa blogagem "Vou de Coletivo!!". Tenho certeza absoluta que tanto sociologia como filosofia, no seu caso, iriam ser bem aproveitadas em qualquer que fosse o tema votado. PENSE NISSO!!

Beijos,
Ana Lúcia.

Ana Lúcia Porto disse...

De fato, educação precária é um problema sério...

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