quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

9 dicas de etiqueta para não fazer feio na hora de distribuir os presentes de Natal

Texto Bell Kranz. Ilustração Lulli Pena
Ilustração Luli Penna
A turma chegada num estilo de vida prático e funcional que me desculpe, mas, neste momento de festas e troca de presentes, os atributos em questão podem ser nefastos.
A questão não é acertar na escolha do presente. Isso todo mundo quer, mesmo aquela pessoa capaz de embrulhar um pijama para dar à criança (como já fizeram com a minha) ou a moça que escolhe para o namorado um cruel par de cinzeiros em forma de “eu” e “você”. Do mesmo modo, errar é uma possibilidade sempre – até para Melquior, Baltasar e Gaspar, o trio de magos que deu a ideia de presentear no Natal. É possível imaginar Maria pensando com seus botões, ao receber o mimo de Baltasar, “Meu Deus, mirra?”
O problema está em como dar e como receber um presente. A seguir, ideias que podem fazer você
pensar sobre sua atitude nessas horas:

1. Você não vai encontrar o amigo ou o parente querido antes do dia 24? Então procrastine, ou seja, deixe para depois, entregue o presente no mês seguinte, no ano seguinte, faça qualquer coisa, menos largar na portaria do prédio ou mandar entregar na casa do presenteado. A mensagem por trás desse sistema delivery é “obrigação resolvida”. E, com ela, todo mundo sai perdendo, especialmente quem deu, porque a graça está em presenciar a surpresa e o encanto do amigo. Este, coitado, desembrulha solitário o presente e a vontade de abraçar quem nele pensou se perde no vácuo.

2. A exceção no quesito delivery: flores. Elas sempre se bastam. De resto, nada mais pode ser deixado na porta feito cardápio de pizza.

3. O argumento da entrega pessoal vale para o parente que envia o seu presente por intermédio da cunhada da irmã do segundo marido da sua prima. Torne-se presente ao presentear alguém.

4. E, por favor, não fale em troca. Já vi mãe dizer em alto e bom som para o pequeno aniversariante: “Guarde o papel do presente, você pode querer trocar!” É constrangedor para quem deu.


Arquivo


5. Na categoria acima, encontrase também a prática famosa aqui e conhecida nos Estados Unidos como regifting: reciclar presentes, passar para a frente os que não agradaram. Quem ganha sempre percebe que é de segunda mão!

6. E o que fazer quando você decide que, neste ano, só vai gastar com a mãe e os sobrinhos, mas eis que chega a amiga com um lindo presente na mão? Não minta, dizendo que você encomendou o dela e ainda não chegou. Todo mundo conhece essa desculpa esfarrapada e também percebe a mentira. Basta sorrir e agradecer.

7. Escolher uma bela lembrança e estocar dez iguais adianta? A lei de Murphy costuma comparecer sem dó. Muito provavelmente a amiga presenteada com uma das galinhas-d’angola de madeira que você estocou vai à casa da outra premiada com exemplar idêntico e ambas passarão o dia “cacarejando” sobre o seu plano.

8. Uma saída: estoque presentes com um quê natalino. Um maravilhoso bolinho de frutas secas ou uma caixa de marrom-glacê fazem a alegria de qualquer pessoa!

9. Por fim, se puder, receba o amigo em casa exibindo o presente que ele deu no ano anterior. Isto é arrebatador!

Um comentário:

Ramiro Marques disse...

Feliz Natal, Marisa Von

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