sábado, 30 de maio de 2009

10 perguntas que os pais devem fazer aos professores - Texto de Bruna Nicolielo



A participação dos pais na escola ajuda no desempenho escolar das crianças. Uma boa maneira de começar é falando com os mestres

Pais educam, escolas ensinam: apregoa um velho provérbio. De fato, é um erro atribuir à escola a total responsabilidade pelo desempenho escolar das crianças. Inúmeras pesquisas demonstram que a família tem grande influência na qualidade da Educação dos filhos. Mas o trabalho dos pais precisa estar em sintonia com a escola. E, nada melhor, do que uma conversa (ou várias) com o professor da criança para descobrir como ajudar. "A família tem de contar com a escola para cuidar dos filhos, mas essa responsabilidade deve ser compartilhada. Senão, vira um jogo de empurra-empurra e quem sofre é a criança" diz Luciana Fevorini, coordenadora de ensino fundamental II do Colégio Equipe, em São Paulo.

Como começar a conversa com o professor? O contato pode ser informal, aproveitando as entradas e saídas da escola, ou por meio de um telefonema. "Os pais podem ligar para a escola e perguntar o melhor momento para falar com o professor. Mas a escola deve lembrar que a maioria dos pais trabalham e que, muitas vezes, alguns horários são proibitivos", diz a psicóloga e educadora Ana Inoue. É papel da escola propor momentos de contato entre pais e professores. Se a escola não fizer isso, a família pode exigir a abertura de um espaço para conversa.

Muitos pais, no entanto, podem sentir-se constrangidos em questionar os professores sobre a vida da criança na escola. O motivo, muitas vezes, é o desconhecimento. Demonstrar interesse pelo aprendizado do filho, independente do nível socioeconômico, é o primeiro passo para que ele melhore na escola. "Mesmo que não tenham estudos, os pais podem, sim, conversar com o professor", diz a pedagoga paulista Carmen Galuzzi. Para ajudá-lo na tarefa de iniciar o d
iálogo com o mestre de seu filho, consultamos especialistas e identificamos 10 perguntas que podem servir de ponto de partida.

1. Meu filho participa das aulas?

É importante saber se a criança tem f
eito as lições propostas em classe e participado das atividades. Independente da faixa etária, a participação indica o envolvimento do aluno. "O professor pode dizer se a criança demonstra curiosidade ou se é apática", explica Ana Inoue, coordenadora do Instituto Acaia, em São Paulo (SP).

Professores de crianças maiores podem ser perguntados sobre o interesse que os jovens demonstram -- ou não -- nas aulas. "Participar ativamente, fazendo e respondendo perguntas, evidencia o potencial de aprendizagem do estudante", completa Ana.

2. Como meu filho se relaciona com colegas, professores e escola em geral?

Com a resposta a esta questão é possível avaliar se a criança está se socializando e respeitando as regras da escola. Muita agitação ou timidez podem ser indício de que algo vai mal. E o professor, que convive muito tempo com a criança, deve sinalizar esses comportamentos aos pais. "Crianças manifestam pro
blemas disciplinares, que a família muitas vezes não percebe, na forma de dificuldades de adaptação na escola", diz psicólogo Jacques Akerman, de Belo Horizonte (MG). Muitos pais podem achar que a criança é tímida em casa e saber, pelo professor, que ela tem boa integração social na escola. O contrário também pode ocorrer. "A família pode achar que a criança se relaciona bem e descobrir que ela é tímida na escola" explica Luciana Fevorini. Outros aspectos são importantes: ela chora? Come direito na escola? "Os pais precisam ficar atentos também a esses detalhes", diz Luciana Fevorini.

3. Devo ajudar nas tarefas de casa?

Muitos pais ficam em dúvida entre corrigir o dever de casa ou não. O professor pode mostrar quais são as melhores posturas em rela
ção à tarefa, quais atitudes devem ser evitadas. O ideal é combinar com ele, pois podem ocorrer divergências entre as instruções da escola e da família. "Muitos pais ficam preocupados em corrigir erros ortográficos, mas, muitas vezes, isso não importa tanto para o professor, que observa o conjunto e a evolução do aluno", diz Luciana Fevorini.

4. Como ajudar nas tarefas?

Algumas crianças, por força do hábito, só fazem o dever na companhia de um adulto. Nesse caso, os pais podem acompanhar a lição, claro, supervisionando a atividade e, assim, estimulando a autonomia. "A família não pode fazer a tarefa pela criança, jamais", ressalta Carmen Galuzzi.

Quando os pais não têm condições de ajudar na lição -- e não importa se o motivo é a falta de tempo ou o desconhecimento --, não há motivo para vergonha. Devem pedir orientações mais claras à escola e até contarem seus problemas, dizendo com franqueza que nunca aprenderam determinados assuntos. Mesmo porque os métodos mudaram muito, a começar pela alfabetização, com a substituição das velhas cartilhas por sistemas considerados mais modernos. Outro motivo comum é a dificuldade de alguns pais com pesquisas pelo computador. Se não puder ajudar, o melhor é informar a escola. Seu filho só tem a ganhar com isso -- e você pode tentar aprender o que não teve oportunidade de estudar antes.

5. Como posso me integrar à escola?


O professor explicará se a escola tem associações de pais e como aderir a elas. Além disso, falará sobre outras formas de inclusão da família na escola -- muitas têm projetos no contraturno e no fim de semana que envolvem toda a comunidade. O programa Tempero de Mãe, desenvolvido na rede municipal de Sud Menucci, no interior paulista, é um exemplo: envolve mães na preparação da alimentação escolar e por tabela, no dia-a-dia da escola. As candidatas são selecionadas, contratadas e remuneradas pela Associação de Pais e Mestres (APM).


Você também pode apoiar a abertura da escola do seu filho para a comunidade, organizar e participar de atividades extra-classe que acontecerem nas dependências da escola. "Se você é bom em música, por exemplo, ofereça ajuda" afirma Luciana Fevorini. A psicóloga alerta, porém, para a possibilidade de pais ocupados se sentirem discriminados e isso gerar conflitos com a escola. "A família pode ajudar, mas os professores não podem contar com isso".

6. Qual a rotina da escola em relação às tarefas?

Procure entender como funciona a lição de c
asa. A escola costuma passar muitos deveres? Qual a freqüência? A lição exige muito tempo de estudo? Conhecer a rotina da escola em relação aos deveres pode ajudá-lo a acompanhar a criança e lembrá-la de fazer tarefa todo dia. "O pai pode não saber como ajudar, mas pode perguntar à criança se ela fez ou não a lição", diz Ana Inoue. Segundo a psicóloga, providenciar um lugar para os estudos também é uma forma de estimular os pequenos: "Pode ser qualquer lugar da casa. Vale até a mesa da cozinha".

7. Como a escola organiza comemorações?

Comemorações são ótimas formas de integração entre pais e mestres. Aproveite para se aproximar do professor do seu filho. Procure
saber como a escola celebra aniversários de alunos e se permite a organização de festas. Mas há de considerar o outro lado da moeda: verifique se datas comemorativas, como o dia do índio, por exemplo, não interferem na carga-horária -- muitas crianças perdem aulas importantes para organizar festas que nada acrescentam ao aprendizado. "Sou contra comemorações do tipo data pela data", diz Luciana Fevorini, do colégio Equipe. Ela explica que os eventos devem integrar o planejamento e o currículo da escola. "Os pais têm de entender os objetivos da atividade e tentar esclarecer eventuais dúvidas", completa. Por isso, nada de inibições: você pode e deve tirar dúvidas e questionar a importância de determinadas atividades. "Muitos colégios valorizam a formação da cidadania e a cultura, mas o que conta mesmo é a leitura e a escrita" explica Ana Inoue. Para esta psicóloga, os pais devem perguntar o que a escola pretende ensinar com tais atividades e quais os conteúdos prioritários.

8. Como a escola avaliará o avanço do meu filho?

Tradicionais ou não, as provas diagnosticam o progresso da criança. Por isso, é importante entender quais são os critérios de avaliação da escola (a nota vai resultar da aplicação de uma prova de trabalhos ou dos dois?) e como a média é composta. Também é importante saber os motivos da nota da criança. "Em resumo, os pais têm de entender o que seus filhos precisam saber para tirar nota 10", afirma a psicóloga Ana Inoue. O mesmo vale para notas baixas. Peça exemplos concretos e não hesite em tirar dúvidas. Muitos professores, sem perceber, usam jargões e palavras difíceis, o que dificulta o entendimento dos pais e os afasta da escola.

9. Como é a comunicação entre a família e a escola?

Saber a melhor forma de se comunicar com a escola e também como ela vai responder é fundamental. Assim, dá para entender como a escola se relaciona com os pais, com que freqüência organiza reuniões, como notifica problemas e até como procede em caso de acidentes. "A família precisa saber a quem recorrer e como agir diante de brigas do seu filho com colegas, dificuldades de entendimento da matéria, entre outros", diz a psicóloga Ana Inoue. A comunicação pod
e ser feita via agenda, bilhetes ou telefone. "Mesmo assim, os pais podem ligar para escola quando acharem necessário", diz Luciana.

10. Qual é a sua posição em relação a faltas?

Saber se o professor faltará e quando isso vai ocorrer facilita o planejamento dos pais, ensina a psicóloga Ana Inoue. Em todo Brasil, a falta de professores (ou absenteísmo) é um problema sério. No Estado de São Paulo, por exemplo, os professores faltaram ao trabalho 15% do ano letivo de 2007. No
ano passado, uma lei limitou o número de faltas dos docentes paulistas, mas esse controle não acontece nas demais regiões do país. Por isso, é importante antecipar-se e perguntar sobre o número de ausências previstas e sobre a postura dele em relação a isso.




Fonte:http://educarparacrescer.abr
il.com.br/comportamento/perguntas-de-pais-para-professores-425042.shtml

Fonte: Educar para Crescer - Texto

Ensinar é para os melhores

Poucas escolas de formação de professores têm a reputação do Instituto Nacional de Educação, em Cingapura – sob o comando de Lee Sing Kong, 57 anos. À faculdade credita-se muito do rápido avanço da educação no país, que partiu de um patamar semelhante ao africano, em 1960, para figurar hoje entre os melhores do mundo em sala de aula. A seguir, os principais trechos da entrevista que Lee Kong concedeu à repórter Camila Pereira.

Divulgação
CARREIRA DE PRESTÍGIO
Lee Kong: a disputa por uma vaga é alta em sua escola para professores


LÁ, PROFESSOR TEM STATUS Só admitimos na escola de formação de professores aqueles estudantes que, no ensino médio, aparecem entre os 30% melhores da turma. A ideia é que os mais talentosos do país sirvam à educação. Não adianta baixar uma regra dessas, no entanto, sem criar incentivos bem concretos para que tais jovens se interessem pela carreira. Um deles é o bom salário inicial, semelhante ao de um engenheiro no mesmo estágio. O outro é o prestígio da profissão em Cingapura. No dia dos professores, o presidente faz questão de receber aqueles que deram contribuições especiais às suas escolas. Os melhores ganham prêmios em dinheiro e são adorados pela população. Tudo isso explica a altíssima procura pela carreira. Em meu instituto, a relação é de seis candidatos para cada vaga – e todos são bons.

A CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO Ensinamos apenas técnicas pedagógicas cuja eficácia já foi comprovada cientificamente. Temos dois laboratórios para fazer esse tipo de pesquisa. Num deles, o foco é desenvolver novas metodologias de ensino. No outro, testamos essas ideias na prática. São estudos longos e sistemáticos, que envolvem diferentes grupos de alunos. Ao final do processo, é possível identificar o que dá certo para transmitir cada conhecimento. Munidos dessas pesquisas, passamos a orientar os aspirantes a professor a fazer uso de recursos tecnológicos de modo produtivo. Por exemplo: nossos professores criam situações em que os alunos têm de pesquisar juntos, em rede, na internet. Para despertar a atenção dos estudantes hoje, é crucial entender que eles já nasceram num mundo conectado e pensam de maneira menos linear. São capazes de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo e gostam mais de interagir do que de assistir passivamente a uma aula. Por isso, exercícios práticos e atividades em laboratório tornaram-se um dos esteios da nossa educação.


COMO UMA RESIDÊNCIA MÉDICA Em nosso currículo, cerca de 30% do cronograma do curso se cumpre dentro das escolas. Os alunos passam por uma espécie de residência médica, em que efetivamente dão aulas, supervisionados por docentes mais experientes. É básico para qualquer um que queira aprender a ensinar, embora ainda não seja assim em muitos lugares. Felizmente, na maioria dos países da OCDE, que engloba os trinta países mais industrializados do planeta, já existe essa compreensão de que a formação do professor deve incluir uma intensa experiência prática. Do contrário, será incompleta.


UMA NAÇÃO QUE FORMA CIENTISTAS Despertar o interesse dos alunos por química, física e matemática é visto como função prioritária dos professores em Cingapura, como é na Ásia de modo geral. Ainda no ensino fundamental, os estudantes são incentivados a fazer pesquisas e os que se destacam já começam a trabalhar com pesquisadores renomados dentro das universidades. Há também muitas feiras de ciências ao longo do ano e as populares olimpíadas internacionais. Grandes cientistas costumam se tornar ídolos nacionais. Os prêmios Nobel são recebidos como celebridades em Cingapura. Nessas ocasiões, garantimos que alunos e professores das escolas – e não apenas os universitários – assistam às palestras e os conheçam pessoalmente.


Geof Kirby/Alamy/Other Images
INCENTIVO ÀS EXATAS Olimpíadas de computação: as competições estimulam o interesse pelas ciências

ESCOLAS DIRIGIDAS COMO EMPRESAS Em Cingapura, boas ideias do setor privado são aplicadas na educação. Há uma década, as escolas públicas do país definem sua Visão, Missão e Valores – a tríade básica em qualquer empresa. Elas também determinam metas a ser alcançadas e são cobradas pelo governo. Ainda existe uma política de bonificação pelo desempenho. Um professor que obtém bons resultados em sala de aula chega a receber dois salários a mais por ano. Não temos professores ruins. Quem não apresenta bons resultados é demitido.


POR QUE NÃO COPIAR? Se não bastasse o fato de que custa caro produzir tanta pesquisa como nós fazemos, ainda existe, em certos lugares, resistência à ideia de que a escolha de métodos pedagógicos deve se basear em evidências científicas. Mas estou certo de que mesmo os países com menos recursos podem ir nessa direção. Basta olhar para o que dá certo e, por que não, copiar. Claro que é preciso tomar cuidado ao adaptar métodos didáticos a realidades culturais diferentes, mas essa solução não deve ser desprezada por países que não têm muito para investir.



Fonte: Revista Veja - Edição 2115 - 3 de junho de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Prêmio Blog Dorado



Recebi com muita alegria e honra, do Gonçalo de Portugal do Blog A escrever é que a malta se entende..., o prêmio Blog Dorado. Parabéns pelo seu Blog, e agradeço a premiação.

O mote de criação do prêmio é o seguinte:

"É um prêmio que homenageia os melhores blogs e tem sua simbologia nas cores que utiliza. A cor azul representa paz, profundidade e imensidão. A cor dourada a sabedoria, a riqueza e a claridade das idéias. O prêmio em si representa a união entre os blogueiros."

Aos que o aceitarem, agradeço antecipadamente e passo a enunciar as regras: "Colocar o prêmio em situação visível ou linká-lo; anunciar através de um link, o blog que o premiou e premiar até outros 15 blogs, avisando ao blogueiro sobre a premiação." Gostaria de dar o prêmio a todos, ... meus indicados são os seguintes blogs, aos quais encaminho juntamente com a premiação, meus votos de felicidades e paz:

Indico os seguintes blogs :

1. Valdemir Reis

2. Angela Guedes

3. Minhas dúvidas e aflições

4. Profº Ancarlos Araujo

5. Caldeirão de Idéias

6. Filosofia e Vida

7. Profe Elaine

8. cogitar

9. Escola Filosófica

10. Diário de um Bobo da Corte

11. Aprender Sem Escola

12. Blog do João Maria Andarilho

13. ABRAZAR LA VIDA

14. PORTO DAS CRÔNICAS

15. .Blog


Parabéns a todos e muita felicidade e paz.
Abraço filosófico a todos,
Marise.


quinta-feira, 28 de maio de 2009

Dicas de uma senhorinha

Receitas de Dona Cacilda


Dona Cacilda é uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 08 da manhã ela já está toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. E hoje ela se mudou para uma casa de repouso: o marido, com quem ela viveu 70 anos, morreu recentemente, e não havia outra solução.

Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, dei uma descrição do seu minúsculo quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela.
Ela me interrompeu com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Ah, eu adoro essas cortinas...
- Dona Cacilda, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco...
- Isto não tem nada a ver, ela respondeu, felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo todo dia quando acordo.
Sabe, eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem...
Ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem.
- Simples assim?
- Nem tanto; isto é para quem tem autocontrole e exigiu de mim um certo 'treino' pelos anos a fora, mas é bom saber que ainda posso dirigir meus pensamentos e escolher, em conseqüência, os sentimentos.
Calmamente ela continuou:
- Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, e as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. O meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidades na sua Conta de Lembranças. E, aliás, obrigada por este seu depósito no meu Banco de lembranças. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

Depois me pediu para anotar:



COMO MANTER-SE JOVEM

1. Deixe fora os
números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura.
Deixe que os médicos se preocupem com isso.


2.
Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo.
(Lembre-se disto se for um desses depressivos!)


3. Aprenda
sempre:
Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso.
'Uma mente preguiçosa é oficina do Alemão.' E o nome do Alemão é Alzheimer!

4. Aprecie
mais as pequenas coisas



5. Ria
muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar.
E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!


6. Quando
as lágrimas aparecerem
Aguente, sofra e ultrapasse.
A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios.
VIVA enquanto estiver vivo.


7.. Rodeie-se
das coisas que ama:
Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja.
O seu lar é o seu refugio.



8. Tome
cuidado com a sua saúde:
Se é boa, mantenha-a.
Se é instável, melhore-a.
Se não consegue melhora-la , procure ajuda.


9.
Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente,
mas NÃO para onde haja culpa


10. Diga
às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.


Recebi essa mensagem maravilhosa por e-mail, da minha querida amiga Ana Maria.
São dicas que merecem uma boa reflexão...
Dicas que não tem preço, dicas preciosas.

Governo quer aumentar escolaridade de docentes e criar sistema nacional para contratar professores


Por Claudia Andrade, em Brasília
Simone Harnik, em São Paulo

O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta quarta-feira (27) que pretende ser mais rigoroso com o nível de escolaridade dos professores. A pasta deve enviar um projeto de lei para o Congresso exigindo curso superior com licenciatura para a atuação nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª série). Atualmente, é possível lecionar apenas com curso normal ou magistério - os dois de nível médio.

  • Estudante de licenciatura e de medicina poderá pagar Fies com trabalho, diz MEC
  • MEC promete criar 330 mil vagas para formação de professores com investimento de R$ 1,9 bi
  • Censo: professor padrão é mulher, tem 30 anos e dá aulas na cidade

  • Com o aumento da exigência na formação, 38,6% dos docentes ficariam em situação irregular - são 727.150 sem licenciatura dentre os 1.882.961 professores de todo o país. Os dados são de estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), com base no Censo Escolar da Educação Básica de 2007.

    Prova única de admissão

    Além disso, a pasta pretende criar um exame nacional para a contratação de professores no país. "O Estado que aderir ao modelo vai se comprometer a convocar os professores pela ordem das notas na prova", explicou o ministro da Educação, Fernando Haddad.

    Se o município adere ao sistema proposto pelo MEC, a única forma de contratar professores seria pela prova nacional. "Com isso, você cria uma situação de mobilidade no território, porque o prefeito comprometido com a qualidade da educação que quiser contratar os melhores funcionários pra sua rede, vai ter como condição o desempenho na prova", avalia Haddad.

    A aplicação de provas para a distribuição de aulas aos docentes foi motivo de polêmica e de disputa judicial em São Paulo.

    Nota mínima no Enem para entrar na faculdade

    De acordo com Haddad, o ministério estuda criar uma nota mínima no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) para quem pretende ingressar na carreira docente. "Alunos com baixo desempenho não teriam acesso aos cursos de licenciatura", explica.

    "A ideia dessas duas exigências - uma para ingresso no curso de licenciatura e outra para o ingresso na carreira, é promover um círculo virtuoso com melhores condições de salário e de carreira e maior exigência para que alguém exerça a atividade de professor", diz Haddad.

    Fiscalização dos cursos de pedagogia

    Os cursos de pedagogia, anunciou o ministério, também terão de passar por reformulação curricular. Haverá a exigência de que 70% da carga horária seja destinada para a formação técnica e prática do futuro professor.

    O ministério também pretende instituir uma nova maneira para autorização e renovação dos cursos de pedagogia do país. "Depois das diretrizes da pedagogia homologadas em 2006, os cursos passaram por uma revisão e nós concluímos que o curso de pedagogia precisava de instrumento específico, tanto quanto direito e medicina", afirmou Haddad.

    Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/05/27/ult105u8115.jhtm

    quarta-feira, 27 de maio de 2009

    Aprenda a viver melhor com menos


    Hora de trocar o supérfluo pelo que é essencial. A agenda planetária já apitou que produção e consumo têm limite. E a economia mundial reafirmou a necessidade de respeitá-lo. Portanto, aperte os cintos e assuma o comando. O piloto é você.


    Melissa Diniz | Ilustração Andres Sandoval

    Imagine como seria conviver mais com a família e os amigos e ainda ter tempo para se dedicar às atividades prediletas. Não, não se trata de férias, mas de uma nova rotina. E o que seria preciso para colocá-la em prática? Mudança de foco: deixar de pautar as escolhas pelo poder de compra e priorizar a qualidade de vida. Ou seja, parar de correr atrás do supérfluo e dar mais atenção ao que é realmente necessário.


    A tônica aqui é a simplicidade, a redescoberta de prazeres frugais, como receber os amigos e cozinhar para eles em vez de comprar tudo pronto ou sair para jantar. Difícil? Talvez, mas bastante compensador.


    Para a terapeuta e professora de filosofia da PUC SP Dulce Critelli, a sociedade atual vive uma intensa mercantilização, já que todos os aspectos se resolvem pelo ato de consumir algo. “A gente não se dá conta, mas o consumo acaba sendo nosso motor de vida. Sem tempo para ficar com os filhos, compramos um brinquedo para eles. Se estamos tristes, vamos ao shopping. O consumo não é ruim, sem ele é impossível viver. O problema é agir em função disso, criando uma dependência dos signos externos”, explica.


    Desejos autênticos

    Segundo Dulce Critelli, muitas pessoas confundem felicidade com a satisfação gerada pela aquisição de um produto. Daí, acabam descontando sentimentos como o medo, a ansiedade ou a insegurança em compras. Afinal, vende-se tudo no mercado, até segurança e alívio para qualquer dor. Mas o mundo das apólices e dos remédios não trouxe felicidade nem garantiu a diminuição da violência, como sabemos. O erro” não é da indústria, mas da ideia de que a alegria poderia ser fabricada como mercadoria. Não pode.


    Uma pesquisa recente realizada na Universidade de Hertfordshire, na Inglaterra, demonstrou que mulheres na TPM gastam mais em compras compulsivas. Os cientistas afirmam se tratar de um mecanismo de compensação para aliviar as emoções negativas do período. “O consumo exagerado é baseado na saciedade, assim como a fome. O problema é que esse sistema é cíclico e, portanto, inesgotável”, diz Dulce. E não custa pensar: nossa menstruação não é problema, é natureza. E é da nossa natureza feminina ser criativa – saberemos achar modos mais sustentáveis de lidar com nossas tensões. Sejam elas hormonais ou não.


    Na opinião da terapeuta, quanto mais segura de suas potencialidades uma pessoa é, menos dependente dos elementos externos ela será. Isso significa que, em períodos de crise, como agora, mesmo que perca o poder de compra e o status, não perderá de vista suas qualidades, seus desejos autênticos e as reais possibilidades de dar a volta por cima. Conquistar essa segurança passa pela revisão de valores.


    Do que a gente precisa mesmo? Gente bacana por perto, trabalho que faça sentido e em que nosso talento seja valorizado, ar fresco, sol, música, segurança de ser amada e não segurança armada. Simples assim.


    American way of life - o estilo capitalista



    Acontece que o século 20 foi marcado pelo American way of life, que se resumia em trabalhar, ganhar e comprar. O estilo de vida americano ganhou força e espalhou-se por todo o mundo capitalista, ancorado nos apelos da publicidade. Em um planeta lotado de inovações tecnológicas e anúncios sedutores, que associam produtos a status, sensualidade, poder e conforto, ficava difícil remar contra a maré. Mas agora o barco afundou, o consumo exagerado trouxe consequências desastrosas, como o aquecimento global e a ameaça de esgotamento dos recursos naturais.


    “Esse modelo está esgotado porque não faz bem ao planeta e não traz felicidade. As pessoas descobriram que as cenas das propagandas não são reais”, afirma a consultora de sustentabilidade Rita Mendonça, diretora-presidente do Instituto Romã e autora do livro COMO CUIDAR DO SEU MEIO AMBIENTE (ED. BEI).


    Do ponto de vista econômico, esse tipo de prática gerou um grave endividamento. “O resultado é a crise que vivemos hoje”, lembra Dulce. Quais seriam então as novas leis do consumo para o século 21? “É importante ter autonomia para pensar e agir. Poder escolher o que se compra é mais valioso do que poder comprar o que se quer. E uma postura mais consciente pode se revelar bem prazerosa”, garante Rita Mendonça.


    “Quando recuperamos a lucidez, percebemos que o mais simples é bom para o corpo, o bolso e o ambiente. Isso beneficia nossa saúde integral”, diz Jorge Mello. Para Dulce Critelli, não se trata apenas de escolher quanto ou o que consumir, mas que pessoa você quer ser. “Um consumidor voraz, que não pensa em consequências, perde a sua humanidade e passa a viver como as amebas. Melhor seria assumir a vida em todas as suas possibilidades, aprender a lidar com a morte, o envelhecimento, as perdas e as dores sem adotar mecanismos de fuga”, garante. Grandes artistas sabem disso, temos de reativar o farol que eles nos deixaram, lembra Jorge Mello. “Picasso disse que a arte é a eliminação do desnecessário e Leonardo da Vinci afirmou que a simplicidade é o mais elevado grau da sofisticação."



    http://claudia.abril.com.br/materias/3630/?sh=29&cnl=25



    Turbine a sua aula


    Documentário "Ilha das flores"

    Disciplina: História, Geografia, Sociologia e Filosofia

    Ciclo: Ensino Médio

    Assunto: Sociedade de consumo

    Tipo: Metodologias

    Um ácido e divertido retrato da mecânica da sociedade de consumo. Acompanhando a trajetória de um simples tomate, desde a plantação até ser jogado fora, o curta escancara o processo de geração de riqueza e as desigualdades que surgem no meio do caminho.


    Clique aqui e veja a proposta de trabalho


    Texto Original: Projeto Porta-Curtas


    Fonte: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=ensinar_e_aprender.turbine_interna&id_dica=609

    terça-feira, 26 de maio de 2009

    Escola Encantada

    Encantar é o lema do maior parque de diversões do mundo, a Disneylândia. Quem ainda não conhece, sonha com o grande dia em que verá pessoalmente o rato mais famoso do mundo, Mickey Mouse. Quem já foi, garante que voltará.

    Mas o que a tal Disney tem de tão especial que atrai gente do mundo inteiro, desde crianças até os idosos? A resposta é simples: tudo

    Cliente encantado é cliente fiel. E fidelização garante a volta. No caso da organização educacional, a rematrícula. Porém, parece que ainda não entrou na cabeça dos gestores de escolas, sejam elas públicas ou privadas, que, para fazer esse encantamento, é preciso muito mais atitude e criatividade do que dinheiro.

    No livro Nos bastidores da Disney, Tom Connellan mostra em sete lições como a Disneylândia, através de simples ações, encanta seus clientes.

    Conheça as idéias desses empresários, adapte-as à sua realidade, mexa um pouco aqui, um pouco ali, e descubra quantas atitudes dessa gigante do entretenimento podem fazer parte do seu repertório. Você vai ver como encantamento tem muito mais a ver com o tratamento oferecido ao cliente do que com quantos reais sua escola pode gastar.


    1. Concorrência. Concorrente é qualquer empresa com a qual o cliente o compara. O atendimento telefônico é comparado com os serviços de atendimento telefônico existentes. Já o atendimento da bilheteria é comparado com outros atendimentos de bilheteiros e assim por diante. Por esse motivo, a atenção, educação e o jeito ao tratar o cliente são tão fundamentais quanto à eficiência e rapidez na solução para o problema apresentado.

    Criatividade também conta muito na Disney. Por exemplo: eles precisam fazer questionários de avaliação dos trabalhos oferecidos. Então, a Sininho pega um computador mágico e faz todo o trabalho de pesquisa com o cliente no meio do parque, como numa gincana. Assim, ninguém se incomoda.

    Na escola: você mede o nível de satisfação das visitas que recebe? Uma maneira de você conseguir isso é enviando uma carta para a casa das pessoas agradecendo seu comparecimento à escola e pedindo a opinião dele sobre o atendimento recebido na instituição.

    Além da opinião das pessoas de fora, ouça sua equipe. Dê voz a seus alunos. Preste atenção aos comentários feitos na cantina, no pátio ou na entrada da escola. Faça pesquisas constantes com os pais. Perceba quais são as idéias que podem ajudar a sua instituição a ser um lugar melhor e coloque-as em prática. Isso, é claro, sem esquecer de dar os créditos para os donos da idéia e aos responsáveis pela operacionalização.



    2. Fantástica atenção aos detalhes. Prestar atenção à fisionomia das pessoas, aos seus desejos, à pintura das luminárias, ao calor da comida, etc., é essencial na Disney e em sua instituição.

    Na escola: e a magia do ar da sua instituição, retrata acolhimento? Lembre-se de que luz, flor e cor são fundamentais para refletir boas energias a seus freqüentadores. Uma idéia é fazer o Dia da Família. Convide pais e alunos para criar o jardim da escola. Consiga as plantas com o departamento horto florestal da sua cidade e deixe as crianças se divertirem com os familiares.

    Assim, o jardim da sua escola estará sempre em dia. Não esqueça de ficar atento para que os detalhes atendam aos cinco sentidos das pessoas.


    3. Todos mostram entusiasmo. Os atendentes da Disney estão sempre felizes, dão atenção aos visitantes, arrumam o que deve ser arrumado, jogam o lixo no lixo, oferecem flores e percebem outras necessidades dos visitantes. O cliente é o maior foco.

    Assim sendo, eles devem perceber quando uma família está tendo dificuldades num mapa, por exemplo, largar tudo o que estiverem fazendo e ajudar as pessoas a chegarem onde querem.

    Na escola: trabalhe por processos e não por funções. Não deixe as pessoas esperando, mesmo que não seja sua obrigação atendê-las. Procure fazer com que saiam da escola com suas necessidades atendidas.


    4. Tudo mostra entusiasmo. As esculturas, as paredes, os restaurantes e todas as pessoas que trabalham no parque estão perfeitamente alinhadas, prestando atenção aos detalhes dos objetos, lugares e visitantes. Um exemplo é que, quando fizeram a pintura dos brinquedos e esculturas, foram escondidos Mickeys por todos os lados para que os visitantes se surpreendessem.

    Na escola: adote a frase do Dr. Francisco Fialho, da Universidade Federal de Santa Catarina, professores apaixonados, alunos encantados.

    Então, crie o hábito de colocar nas caixinhas de seus professores temáticas educacionais que tragam idéias úteis para o fazer pedagógico da sala de aula ou para o desenvolvimento profissional.


    5. Múltiplos postos de escuta. Em algumas ocasiões, algum membro do elenco ouve que um casal está em lua-de-mel. Imediatamente oferece um ramalhete de flores como agrado da Disney pela data especial. Também são lidas cartas enviadas pelos visitantes e todas as idéias são repassadas para o elenco. Dessa forma, a equipe pode opinar sobre o que pode ser feito de bom no parque.

    Na escola: por exemplo, se você nota que na hora do recreio vários alunos se reúnem para jogar ping-pong, surpreenda-os com um campeonato. O mesmo poderá ser feito com sua equipe.

    Se você ouviu duas professoras conversando sobre a vontade que estão sentindo de comer uma torrada com patê, apareça com esse mimo na hora do lanche, na sala dos professores. Faça do Dia do Professor ou da Criança um grande evento da sua escola.


    6. Recompensa, reconhecimento e comemoração. Para cada feedback negativo recebido por um membro do elenco, três são positivos. A equipe Disney nunca deixa uma pessoa sem retorno, pois isso, a longo prazo, pode deixar o funcionário desmotivado. O reconhecimento é feito através de carta e de elogios do supervisor.

    Na escola: elogie, elogie, elogie muito. Mas cuidado para não cometer injustiças e elogiar apenas a pessoa que aparece.

    Lembre-se de que uma boa música é feita por vários componentes da orquestra e não por um só.

    Quando notar alguma dificuldade de um dos funcionários, ajude-o a melhorar em vez de criticá-lo. Sempre converse com as pessoas que trabalham próximas a você. Responda e-mails, solicitações, agradeça incentivos e elogios. Nunca deixe uma pessoa sem resposta.


    7. Todas as pessoas são importantes. Sem a equipe de limpeza, a Disney não seria um paraíso nem o melhor parque do mundo. Se o atendimento não fosse caloroso e carinhoso, as famílias não se sentiriam acolhidas e o passeio não seria mágico.

    Mas lá, a magia precisa envolver a todos os membros para que eles também envolvam os visitantes.

    Na escola: o comprometimento é essencial. Para que a equipe vista a camisa, é preciso que ela saiba qual é a camisa, ou seja, conheça a cultura da empresa educacional em que trabalha. Aí está a importância de uma gestão transparente, que possibilite treinamentos efetivos.


    Recrutamento, seleção e treinamento


    A Disney foi idealizada com a finalidade de levar alegria para seus visitantes. Tudo foi pensado e organizado para isso. Quem chega para trabalhar na empresa passa por três fases de testes e uma semana de treinamento. Em princípio, o futuro funcionário tem de se identificar com o local e estar apaixonado pelo trabalho. Deve querer integrar o elenco.

    Segundo James C. Collins e Jerry I. Porras no livro Feitas para durar, para preservar sua ideologia central, a Disney utilizou muita doutrinação e rigidez em relação à adaptação dos empregados. Ao ingressar na empresa, toda e qualquer pessoa, independente do cargo que exercerá, deve assistir a um curso de orientação. Isso acontece para que a pessoa conheça toda a história da companhia, suas tradições, filosofia e a forma com que trabalha.

    Após essa primeira etapa, os novos membros da equipe passam por um rigoroso treinamento para aprenderem a linguagem a ser usada, como devem se comportar diante de determinadas situações e como devem agir durante o show. Sim, na Disney todos fazem parte de um grande show.

    É importante que todos saibam suas posições e para que estão sendo contratados. E uma das lições mais importantes é: você é pago para sorrir e para fazer com que o passeio das famílias que visitam a Disney seja inesquecível. Portanto, todos devem estar atentos durante todo o tempo para a alegria do cliente. Para garantir que recebam um treinamento eficaz, a Walt Disney Company montou sua própria universidade.

    Depois de passar por diversos dias de treinamento, o novo contratado está pronto para atuar, mas não sozinho. Para reforçar ainda mais o que aprendeu e não esquecer de nenhum detalhe, ele faz parceria com alguém já experiente.

    E você, já pensou em fazer algo parecido na sua instituição? Talvez a maioria dos problemas aconteçam porque a escola não tem um código de conduta, os professores e demais funcionários não recebam o devido treinamento de como devem se portar diante de pais, alunos e outros visitantes. Garanto que, ao ver papéis de bala no chão da escola, muitos funcionários passam por cima e não juntam porque isso é serviço da zeladora. Pois saiba que na Disney todos os funcionários são orientados para que, ao verem algum tipo de sujeira, a recolham ou então chamem imediatamente o responsável pelo serviço. Assim, os parques estão sempre brilhando.


    Lembrete


    Os funcionários são seres humanos, portanto, o esquecimento faz parte da rotina. Para resolver esse problema, a Disney espalha por todos os lugares possíveis e imagináveis lembretes sobre o código de conduta. E na sua escola não precisa ser diferente. Coloque na sala dos professores painéis ou folhas com desenhos que remetam ao que eles aprenderam no treinamento. Não precisa, necessariamente, escrever: sempre que encontrar um papel pelo chão, junte-o. Faça isso através de desenhos, use imagens. Dessa forma, aquele que fugir às regras terá de inventar outra desculpa além da já conhecida: “Esqueci.”

    Regras e códigos de conduta são excelentes maneiras de fazer com que todos na escola trabalhem na mesma direção e com o mesmo foco. Mas cuidado para não forçar a barra e transformar sua instituição no pior lugar para se trabalhar. Lembre-se de que, para encantar seus alunos, pais e demais pessoas que vão até sua escola, é preciso criar esse encantamento, antes, no seu elenco; naqueles que proporcionarão a alegria aos outros. E isso você só consegue através de uma ideologia, daquilo que você acredita, planta e colhe. Siga os passos de Disney e de muitas outras pessoas que sonharam, acreditaram, ousaram e fizeram.



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    Atenção aos detalhes


    • Uma criança estava na fila de autógrafos do Capitão Gancho quando o ator saiu de cena. Ela chorou e uma pessoa da equipe Disney informou o ocorrido a um funcionário de hotel, que deixou em cima da cama da criança um bilhete assinado por Peter Pan e um boneco do personagem com palavras de agrado, os quais alegraram-na.
    • Outra criança estava tomando sorvete na fila de uma das atrações. De repente, a família foi informada de que naquele local não era permitido comer. Um colaborador, que estava próximo, disse que guardaria o sorvete dela. Ciente do tempo de permanência no brinquedo, o integrante do elenco se pôs diante da família quando esta saía da atração com um sorvete de casquinha igual ao que tinha pego com a menina.
    • Uma mulher chegou à bilheteria e a atendente lhe disse: “Bem-vinda de volta Mary.” A visitante ficou feliz e acreditou que a bilheteira havia se lembrado dela. Na verdade, Mary tinha um brinco com seu nome e a funcionária percebeu isso. Disse bem-vinda de volta porque eram grandes as chances de ela estar voltando; 70% das pessoas que visitam a Disney voltam para mais aventuras.

    Inspire-se nessas histórias e comece a surpreender seus clientes. Dica: peça ajuda ao seu elenco, deixe-os falar, expor suas idéias.


    Sugestão de leitura:

    Feitas para durar
    Autores: James C. Collins e Jerry I. Porras
    Editora Rocco


    Nos bastidores da Disney
    Autor: Tom Connellan
    Editora Futura


    O estilo Disney

    Autores: Bill Capodagli e Lynn Jackson
    Editora Makron Books


    BOX


    Encantamento faz-se com atitude


    Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar.
    Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente:"Bem-vindo ao Venetia!"

    Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto (e impressionado com os procedimentos, tudo muito rápido e prático) de discreta opulência: possuía uma cama – impecavelmente limpa –, uma lareira e um fósforo apropriado, em posição perfeitamente alinhada, sobre a lareira para ser riscado.

    Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a recepcionista fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa como tudo o que tinha experimentado naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto.

    Fazia frio e ele estava ansioso para utilizar a lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante aceso. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela!

    Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático estava preparando o seu café e, junto, um cartão que dizia: "Sua marca predileta de café. Bom apetite!" Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

    Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. "Mas como pode? É o meu jornal! Como eles adivinharam?" Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele costumava ler.

    O cliente deixou o hotel encantando, feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor. Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

    Autor desconhecido



    Fonte: Da redação Revista Gestão Educacional - http://www.gestaoeducacional.com.br/canal_ver_materia.php?materia=escola_encantada.htm&images=gestao_educar

    TJ-RJ suspende cotas em universidades públicas


    O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu hoje à tarde uma liminar que suspende os efeitos da lei estadual que estabeleceu cotas em universidades públicas estaduais. A ação contra as cotas para negros e estudantes de escolas públicas foi proposta pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PP), que entrou na Justiça com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade). O deputado, que também é advogado, defendeu a ação no plenário do Órgão Especial.


    Para ele, a lei é demagógica, discriminatória e não atinge seus objetivos. "O preconceito existe, não tem como negar, mas a lei provoca um acirramento da discriminação na sociedade. Até quando o critério cor da pele vai continuar prevalecendo? A ditadura do politicamente correto impede que o Legislativo discuta a questão", disse ele, durante sua defesa. A lei estadual tem o objetivo de garantir vagas a negros, indígenas, alunos da rede pública de ensino, pessoas portadoras de deficiência, filhos de policiais civis e militares, bombeiros militares e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.

    O relator do processo, desembargador Sérgio Cavalieri Filho, votou contra a liminar por achar que a política "de ação afirmativa tem por finalidade a igualdade formal e material". O Órgão Especial, no entanto, decidiu por maioria dos votos conceder a liminar, suspendendo os efeitos da lei. A decisão definitiva sobre o assunto ainda será analisada pelo Órgão Especial. A Uerj, a primeira instituição a adotar o regime de cotas, informou por meio de sua assessoria de imprensa que deverá se pronunciar amanhã sobre o tema.


    Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/05/25/ult4528u690.jhtm

    domingo, 24 de maio de 2009

    Quem fracassa com o fracasso escolar?

    Uma pergunta incômoda, um debate indispensável


    Por Mabel Del Giúdice
    Tradução: Carla Jimenez



    A problemática do fracasso escolar constitui um tema controverso. Quem fracassa? A criança, a família ou a escola? O fracasso acontece em função das dificuldades para aprender? Quais são os alcances do fracasso escolar? Este artigo se propõe a começar uma reflexão sobre um tema que abrange diferentes fatores e agentes. Um convite ao debate sobre aspectos que podem ser transformados ao se trabalhar em conjunto.


    A questão do fracasso escolar é um assunto de interesse para os diferentes agentes sociais, tais como autoridades governamentais, especialistas em educação, profissionais em cargo de direção, docentes e pais. O assunto pode ser abordado a partir de diferentes perspectivas, que estão relacionadas ao caráter essencial da escola, à história das reformas educacionais, aos modelos de ensino, às práticas escolares e ao rendimento individual da criança, fonte de preocupação da família.


    A complexidade do tema nos obriga a fazer um recorte no conteúdo deste artigo. Nos propomos a rever alguns aspectos referentes às práticas docentes e às consequências para a família quando um de seus membros apresenta “dificuldades para aprender”. Qual é o alcance do fracasso escolar? Sabemos que o fracasso escolar é difícil de ser definido e compreendido por se tratar de um fenômeno que não é natural, mas resultado das condições de interação entre a proposta de ensino, a assimilação do aprendizado por parte dos alunos, os modelos de ensino e de avaliação, além do contexto escolar e familiar.

    Conceitualmente, o fracasso escolar é entendido como um desajuste produzido em algum ponto do sistema educativo, seja na formação do docente, na exigência dos conteúdos, na fragmentação curricular ou, ainda, nas possibilidades oferecidas aos alunos para o aprendizado. O rendimento individual de uma criança em sua condição de aluno mobiliza na família diferentes sentimentos vinculados ao desempenho escolar do filho:

    • “Ele(a) faz a lição de casa sozinho(a), trabalha de modo independente e tem boas notas.” Essa atuação escolar é vivenciada com satisfação por parte da família.

    • “A criança tem um rendimento médio, ou seja, não se destaca particularmente em nenhuma área, mas mantém um ritmo adequado para o aprendizado.” Esse perfil é aceito, em geral, de forma positiva por parte da família, à exceção dos pais exigentes que não se conformam com qualificações medianas.

    • “A criança apresenta dificuldades para aprender” e requer acompanhamento familiar ou até ajuda profissional.



    O que explica, no que diz respeito às crianças, as respostas acima?


    O espaço escolar é o primeiro ambiente institucional do qual a criança participa sistematicamente e encontra pares com características similares e também diferentes das suas, tanto como criança quanto como aluno. As observações dos pares ou dos docentes dirigidas a uma criança fazem com que ela se perceba num espaço diferente do que foi designado pelos membros da sua família. Em outras palavras, as situações aqui assinaladas também repercutem na criança em particular, em seus sentimentos individuais.

    As colocações “bom aluno”, “sempre é o último a terminar”, “demora muito”, “é muito rápido”, “trabalha bem, mas se distrai demais”, expressas pelo docente ou pelos colegas de uma criança, ecoam no seu íntimo, construindo sua identidade. São qualidades atribuídas por pessoas próximas que podem afirmar ou desestabilizar sua autoimagem. Os sentimentos despertados na criança por essas observações podem, em algumas ocasiões, gerar insegurança no momento de resolver situações escolares. Por isso, é importante criar um espaço de diálogo para conversar sobre o que acontece com a criança quando ela ouve o que se fala a seu respeito – não apenas as qualidades menos agradáveis, mas também aquelas em que ela é altamente valorizada.

    O diálogo permite avaliar uma mesma situação sob outra perspectiva, favorecendo a construção de critérios particulares para conhecer a si mesmo e para reconhecer quando a criança pode realizar atividades individuais e quando há necessidade de pedir ajuda. A questão é quando pedir ajuda, e se essa necessidade diz respeito somente à criança ou está vinculada à proposta escolar ou à situação familiar/socioambiental. A seguir tentaremos expor algumas reflexões:

    • As dificuldades individuais seriam aquelas que demandam um tratamento especial para superá-las.
      Explicam-se pelo fato de a criança apreender alguns conceitos escolares que, ao
      serem aplicados na resolução de uma atividade escolar, produzem um resultado pouco satisfatório. Ou, ainda, quando ela carrega questões afetivas que repercutem em suas relações. Nesse caso, recorrer à orientação de profissionais externos ao âmbito escolar constitui uma boa solução para abordar a situação.

    • As dificuldades impostas por uma escola ou por uma situação socioambiental constituem barreiras para o aprendizado. Seria necessário revisar o método de ensino da escola e verificar se a avaliação está vinculada à forma como se ensina.

    A forma de ensinar tem diferentes modelos que se expressam nos modos de transmitir informações e organizar as propostas didáticas:

    • Uma posição possível é a tradicional, centrada na reprodução de conteúdos, onde se valoriza a repetição e a memória. A avaliação das lições diárias é realizada com correções do tipo “incompleto”, “bom”, “mau”, sem explicações por parte do docente sobre o que é necessário rever para melhorar. Esse modelo se sustenta na concepção passiva do aluno, considerado como aquele que recebe informação, assimila e reproduz.
    • Outra posição se baseia na reflexão e participação ativa do aluno na construção de noções. Trata-se de propor atividades que permitam reconhecer o que o aluno já aprendeu e apresentar situações para que ele evolua. As correções ressaltam o processo individual: “Você pensou bastante e conseguiu avançar”, “Você conseguiu voltar a pensar no problema”. A ideia é que a criança reconheça do que é capaz e paulatinamente tome consciência de novas noções para ir adiante.


    As dificuldades se apresentam quando o docente propõe um modelo de ensino mas faz a avaliação a partir de outro conceito. Ou, ainda, quando não existe na escola um consenso sobre como se deve ensinar, o que se espera dos alunos em classe e, finalmente, como e o que especificamente deve ser avaliado. Há docentes que não mantêm o mesmo conceito de ensino no momento da avaliação, e isso produz uma mudança nas regras implícitas da aula, gerando o fracasso dos alunos como resultado. Outra situação diz respeito às mudanças de critério que se observam na instituição de um modo geral. Se o corpo docente não mantém uma mesma modalidade de ensino, as valorações sobre a atuação dos alunos são distintas. Essas quebras na coerência institucional também levam ao fracasso escolar.


    Os pais podem detectar essas posições distintas entre os docentes e solicitar entrevistas com eles e/ou com os profissionais de direção. A entrevista com o professor ou com os diretores pode gerar possíveis reflexões por parte dos educadores sobre suas práticas, de forma que eles assumam que podem cometer erros e apresentem outras alternativas para superar a tensão produzida. Mas também encontramos outros que preferem atribuir o problema à criança ou à sua família, sem se envolver na situação. Isso gera um mal–estar para os pais, e muitas vezes essa tensão entre os adultos prejudica o avanço do aprendizado da criança.

    Crédito: Andresr – Dreamstime



    Como resolver essa situação?





    O diálogo volta a se apresentar como a ferramenta essencial para produzir mudanças. É preciso que os pais se aproximem da escola, marquem uma entrevista com o docente para conhecer os aspectos valorizados por ele, e assim definam acordos de acompanhamento em casa e na escola. A ideia é saber de que modo um docente entende que a família deva acompanhar a escolaridade do filho e comprometer-se com ações que serão realizadas tanto em casa como na escola.

    A finalidade desses encontros não é discutir as linhas de ensino ou de aprendizagem, mas encontrar alternativas de ações que favoreçam a criança, seja por meio de lições extras em casa com apoio dos pais ou professor particular, seja com abordagens individuais. Quando não existe uma dificuldade específica para o aprendizado, as orientações e o acompanhamento dos pais para que seus filhos superem obstáculos de entendimento das matérias são suficientes para que eles obtenham bons resultados na escola.


    O foco central é estabelecer acordos para o que a criança precisa como pessoa, em função da sua idade e do seu grupo de colegas, e entender o que ela pode fazer sozinha e o que requer um certo acompanhamento escolar ou familiar. É importante que nenhuma parte se posicione como dona da razão. É necessário refletir sobre o que se está fazendo para que a criança/aluno aprofunde o seu aprendizado.


    Como os adultos podem contribuir para que a criança obtenha mais êxito na escola?

    Novamente, a resposta é o diálogo, a explicação verbal sobre o que acontece e o que será realizado em casa e na escola. Os pais vão explicar as diretrizes definidas/estabelecidas com a escola e discutir os acordos e desacordos referentes às valorações do docente. Mas deverão proteger as crianças da divergência de opiniões entre os adultos, para não prejudicá-las.


    Ao dar as razões e explicações sobre as decisões tomadas, os pais estimulam um desenvolvimento moral mais maduro na criança, além de contribuir para conscientizá-la sobre os aspectos comprometidos na situação e os compromissos assumidos para superar os obstáculos inerentes.


    É importante lembrar que toda situação de mudança gera ansiedade e insegurança. É preciso que os pais ajudem o filho a compreender o contexto e acompanhem os reflexos no emocional da criança. Estabelecer antecipadamente as metas que precisam ser alcançadas, fazer o planejamento para que elas sejam concretizadas e realizar pequenas tarefas individuais vão devolver a segurança necessária à criança.


    As atividades também podem ser dirigidas com modelos que a criança poderá repetir, revelando o que ela pode fazer sozinha e o que requer a colaboração de um adulto. Em alguns momentos será preciso ouvir a criança dizer em voz alta o que sabe para avaliar se ela absorve os procedimentos propostos pelo adulto. A expectativa é de que a criança vá, paulatinamente, autorregulando sua conduta e obtendo melhores resultados na aprendizagem. Em suma, a proposta é dialogar para encontrar os acordos e também os desacordos. Frente a estes últimos, construir pontes que permitam superar as diferenças, cuidando sempre da criança–aluno.





    * Mabel Del Giúdice é graduada em Psicopedagogia, Mestre em Psicologia Educacional, diretora do Departamento de Psicologia e Ciências Pedagógicas da Universidad Caece. Docente (UBA e Universidad Caece). Supervisora das equipes de Psicopedagogia do Centro Claudina Thevenet.E-mail para contato: Mdelgiudicecaece.edu.ar

    Fonte: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=405

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