quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Para compreender a adolescência

Reportagens ajudam gestores e professores a entender o que se passa durante esse período da vida dos jovens

Verônica Fraidenraich (gestao@atleitor.com.br)

Ilustração: Daniella Domingues
SEXUALIDADE A descoberta do desejo provoca nos jovens sensações desconhecidas.
 Ilustrações: Daniella Domingues
Eles andam em grupos e seguem modas. Muitos são rebeldes e agressivos. Estão na fase de violar regras e querer mudar o mundo. Entender como são e o que pensam os adolescentes é essencial para que a escola obtenha êxito em seu papel de educar. Pensando em como ajudar diretores, coordenadores pedagógicos e professores a trabalhar melhor com esse público, a revista NOVA ESCOLA está fazendo, desde março, uma série de reportagens sobre o que pensam e como se comportam os jovens - conteúdo totalmente disponível
no site.

Na edição deste mês, o assunto é drogas. Compreender a relação dos jovens com essas substâncias e por que o contato se intensifica na adolescência é o primeiro passo. A sensação de prazer, a curiosidade e o desejo de transgredir são fatores que contribuem para o agravamento do problema. O consumo de álcool, por exemplo, faz parte da rotina: 65,2% dos adolescentes já experimentaram bebidas alcoólicas, segundo pesquisa do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas feita com estudantes de 10 a 18 anos de escolas públicas. Outros 5,9% fumaram maconha e 15,5% usaram acetona e lança-perfume. Muitas vezes, o consumo de drogas lícitas ou ilícitas ocorre dentro da escola. Por isso, é preciso pensar na melhor maneira de tratar o assunto.

Levar os alunos a refletir sobre o tema, mostrando que as consequências são para toda a vida, é uma das formas de incentivar escolhas mais conscientes. Também é importante debater sobre outras formas de prazer imediato e que não são danosos. Vale ressaltar e deixar claro para os estudantes que a abertura para dialogar sobre as drogas não implica na não-obediência às normas estabelecidas em conjunto, como as de não fumar na escola.


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Fonte: Gestão Escolar Edição 009 -  Agosto/Setembro 2010

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