sábado, 25 de setembro de 2010

Universidade lança curso on-line gratuito sobre redação científica - UNESP

Wikimedia Commons
Aulas dão ênfase a temas como a importância da base filosófica e a rejeição de artigos.
Vale a pena conferir...estou assistindo, é muito bom.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação lançou há alguns dias o Curso de Redação Científica, coordenado pelo professor Gilson Volpato, do Instituto de Biociências (IB), câmpus de Botucatu. A pró-reitora de Pós-Graduação, Marilza Vieira Cunha Rudge, também participa da apresentação desses módulos.  
Com livre acesso, a iniciativa proporciona a programas de pós-graduação conteúdo destinado à formação de mestres e doutores. O curso audiovisual é oferecido pela internet em quatro módulos que abordam os seguintes temas: Importância das bases filosóficas; Base empírica; Controvérsias sobre os dados; Ciência e tecnologia; Por que publicar?; O que publicar?; Idioma da publicação; Causas de negação dos artigos; O lado educacional; Como as revistas podem ajudar; Como os autores podem ajudar; Passos para a publicação; Negar hipótese- o que fazer depois?; Tipos de pesquisa; A arte da redação; Texto como argumento lógico; Por onde começar a redação; Tipos de pesquisa X redação; e autoria.
O professor Volpato é autor de vários livros e artigos sobre metodologia, redação e publicação científicas. Ele oferece cursos presenciais, dá palestras e ministra a disciplina de Metodologia Científica para alunos de graduação do IB. 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A escola conectada com a vida do aluno, por Carlos Eduardo de Oliveira Klebis


Carlos Eduardo de Oliveira Klebis 
     Se a Educação é decisiva para os rumos de qualquer sociedade, o seu agente principal, o(a) professor(a), merece atenção especial. Com apoio, valorização e infraestrutura será mais fácil enfrentar os desafios que batem à porta dos mestres, numa sociedade em constantes e aceleradas mudanças.


Carlos Eduardo de Oliveira Klebis,
professor e supervisor de ensino na rede pública de Valinhos, SP.
Endereço eletrônico: emiklebis@yahoo.com.br



Mundo Jovem: Para a escola e o professor, é importante pergunta quem é o aluno?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: Acho que esta é uma pergunta que muitas vezes as escolas não se fazem. “Quem é o aluno?” é uma pergunta que tem que ser feita não só de forma genérica, mas em cada sala de aula, em cada região do país, em cada realidade social diferente, porque essas pessoas são diferentes. Às vezes os próprios materiais didáticos de ensino não se questionam sobre isso. Por isso muitas vezes percebemos que há um descompasso entre o que a escola oferece e o que de fato é a cultura com a qual esses jovens estão mais em contato. Não se pergunta do que ele gosta, o que ele escuta, quem ele é.

Mundo Jovem: Então os currículos devem considerar a cultura dos jovens?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: A singularidade do ser humano está expressa em qualquer faixa etária. É preciso que professores e escolas procurem definir melhor de que maneira abordar a cultura desse jovem e como usar isso para construir pontes entre aquilo que a escola pretende e aquilo que o sujeito deseja ou espera da escola.

     Muitas vezes, no Ensino Médio, temos uma sensação de que é possível aprender quase tudo, e o jovem se percebe como alguém que ainda não sabe muita coisa, mas que é capaz de aprender qualquer coisa, desde que tenha acesso a isso e se interesse por isso. Mas os interesses são muitos. E quando a escola “descola”, quando ela se separa da vida cultural dessas pessoas, ela se torna um espaço artificial. Trabalha conhecimentos que não são percebidos pelos jovens como conhecimentos que se conectam com a sua vida cotidiana ou com o seu universo de interesses, de expectativas.

Mundo Jovem: Mas os conteúdos podem ser adaptados para cada realidade de forma diferente?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: O que ensinar é uma coisa prédefinida culturalmente, nós temos uma matriz curricular do Ensino Médio. Mas há certas coisas que não estão nestas matrizes e são demandadas pelos jovens, coisas que eles querem conhecer e conversar.

     O currículo deve ser permanentemente revisto. Ele não pode ser estático, fixo. Ele não pode também ser construído somente em função do mercado de trabalho ou das expectativas da universidade. Ele tem que ser construído em cima de uma proposta da formação humana. Se pensarmos em função do mercado, o mercado vai começar a ditar o que a escola tem que oferecer. Tem muita coisa importante para a formação humana que não é importante para o mercado e vice-versa.

Mundo Jovem: E os aspectos metodológicos?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: Percebemos que os professores no Ensino Médio, especialmente no primeiro ano, muitas vezes, recebem alunos que são desconhecidos até na própria escola. Porém o planejamento é feito antes da chegada desses alunos. Por exemplo, em Literatura, os textos geralmente são escolhidos em função daquilo que é mais fácil, do que já foi trabalhado; o mesmo texto e da mesma forma. Assim, perde-se uma oportunidade muito importante de conhecer o que os alunos novos estão trazendo, o que já leram, o que gostariam de ler, que tipo de história, quais assuntos estão pulsantes nos seus discursos.

     Com esta metodologia de fazer planejamento anterior, em alguns casos o professor fica “amarrado”, ele acaba tendo que dar sequência ao planejamento porque é cobrado inclusive pela família do aluno. Pessoalmente, percebi que essa estratégia pode não dar certo. Já fiz um planejamento para alunos de 5ª Série, que eu presumia serem alfabetizados. Mas me deparei numa turma com 19 pessoas não devidamente alfabetizadas, o que me impossibilitou uma sequência ao plano. O professor, às vezes, presume que o aluno já vem mais ou menos pronto. E daí, obviamente, não há projeto que se sustente apoiado num aluno virtual, concebido à revelia daquilo que realmente é a cultura da qual esse jovem participa.

Mundo Jovem: Na relação entre professor e aluno, o que é importante?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: O professor tem que ser educado. Se o aluno está tendo uma atitude inapropriada e o professor reagir com gritos ou expulsão, o aluno detestará cada vez mais o professor. Porque o aluno não tem maturidade suficiente para perceber que aquele gesto tinha o objetivo de fazer com que a sala toda prestasse atenção e aprendesse. O aluno toma como uma coisa pessoal: “O professor não gosta de mim, e se ele não gosta de mim, também não vou gostar dele”.

     A escola, que é um microcosmo da sociedade, tem certas práticas muito esquisitas. A expulsão, por exemplo: se o aluno apresenta problema na escola, esta o expulsa. Não temos esse mecanismo na sociedade, não podemos expulsar pessoas. Penso que a escola precisa achar uma forma de lidar com esses alunos. O professor que tem uma boa relação com os alunos é aquele que procura dialogar com eles. Se houver um fechamento, as coisas tendem a piorar. Então, eu acho que ler livros, discuti-los, deixar os alunos falar é importante. É importante ouvir para também ser ouvido.

Mundo Jovem: Como professor, quais foram os aprendizados que te marcaram?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: Os alunos trazem coisas novas - músicas, leituras - que são objetos da cultura contemporânea, que pouco me interessariam se não fosse por esta relação. E como eles têm uma relação muito forte com estas coisas, eu preciso conhecêlas. Conhecer o que estão vendo e complementar que aquilo tem relação com outras coisas, amplia, enriquece a forma como eles vão ler aquilo daí pra frente. O professor tem que ter uma abertura de querer aprender também.

     O professor de Ensino Médio, por exemplo, tem que entender da música e das artes, de um modo geral, que são atrativas para essa faixa etária. Tem que procurar entender um pouquinho os posicionamentos políticos e ideológicos, as questões de relacionamento dessa faixa etária para poder dialogar com eles, para poder, inclusive, quando solicitado, conversar e aconselhar. Ninguém procura conselho com alguém que está totalmente distante.

     Muitas vezes o amigo que procuramos é aquele que nos compreende, porque partilha o nosso universo cultural de forma mais abrangente. Agora, o professor que fica lá distante no seu pedestal, que minimiza o drama que o aluno está vivendo - se o(a) aluno(a) está chorando por causa de namorado(a), por exemplo - precisa compreender que aquela pessoa está passando por uma fase dolorosa, emocionalmente complicada. O professor deveria ter a sensibilidade de conversar sobre estas questões de forma respeitosa, generosa.

Mundo Jovem: É um relacionamento bem familiar?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: Uma criança não precisa ser infantilizada. Um adolescente não precisa ser negligenciado e infantilizado também. A postura artificial não é bacana. É legal o professor realmente se preocupar com as questões que o jovem traz e conversar com ele de forma franca, como alguém que já foi jovem e já passou por algumas situações semelhantes. Hoje, existem outros elementos que o professor precisa conhecer para compreender melhor o jovem. Conhecer as redes sociais, como os jovens se relacionam através delas, o que elas trazem de bom, o que pode ser problemático...

     A escola é um espaço de informação. Mas não é só isso. É um espaço também para uma abordagem sensível, que faz com que se “quebre o gelo” e aproxime as pessoas.

Mundo Jovem: Os professores têm que se “contagiar” para trabalhar numa mesma visão dentro da escola?

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis: Se a equipe de professores se fortalece num comportamento acomodado ou insatisfeito, quando aparece um professor que mantém o entusiasmo e começa a puxar um e outro, isso começa a se tornar positivo e contagia os demais. Em qualquer relação social, quando encontramos uma pessoa que produz ideias, que se envolve com as coisas, que faz e acontece, nos empolgamos também e procuramos assumir uma postura de apoiar e de ajudar.




“O professor precisa gostar de gente”

     Ser professor é uma profissão interessante. Em qualquer momento do ano, em qualquer horário do dia, em qualquer situação social, o professor é sempre o professor. Se você encontra o seu professor de dez anos atrás na rua, você espera dele uma postura de professor. Há uma expectativa em torno do professor para tudo. O professor é uma referência para o aluno, não somente dentro da sala de aula. Acho que o professor, nos intervalos das aulas, não deveria ficar numa “sala de professores”. Ali o aluno não o enxerga como alguém que tem uma relação interessante com aquilo que ele trabalha. E muitas das nossas escolhas têm a ver com essa coisa de ver alguém se envolver de tal forma com uma profissão que nos contagiou e nos estimulou a ir por aquele caminho. O professor precisa ter um envolvimento verdadeiro com o que trabalha. Se ele realmente gosta do que faz, é um professor que certamente tem menos problemas de relacionamento com os alunos.

     A primeira vez que tive uma experiência de ensino foi quando vi, num semáforo, nove crianças que estavam pedindo dinheiro. Perguntei a elas por que ficavam ali pedindo dinheiro e também perguntei se estavam na escola, ao que responderam que não. Comecei a trabalhar com elas. A primeira coisa que me perguntaram é se ia ter bolacha. Então eu levava bolachas, a gente discutia, conversava, eu tocava violão para elas, contava histórias, ouvia música, desenhava, pintava... E depois de um tempo, uma dessas crianças olhou para mim e disse: “Nossa, que legal fazer isso!”. O olhar daquela criança, que é o olhar dos alunos em geral, é o que me deixa motivado. É o que faz você perceber que pode ser alguém que está ajudando o outro sem esperar, necessariamente, algo em troca no sentido imediato. Mas você percebe que está marcando uma relação como outro, que lhe pode ser importante futuramente.

     O que me empolga de trabalhar como professor é estar no meio de pessoas. O professor precisa gostar e se preocupar com as pessoas. Por alguma razão, ao me preocupar com aquelas crianças, naquela época em que eu era jovem e não tinha nenhum interesse em ser professor (eu pensava em ser escritor), por conta dessa experiência eu percebi que seria professor.

     A questão salarial é importante porque permite que pessoas mais bem qualificadas venham para essa profissão. Embora não seja o único fator, um salário bom atrai o profissional. Por isso a questão salarial é importante, mesmo não sendo determinante.

     Acho que a relação professor-aluno é o grande motivador do professor. Se ele sente prazer nessa relação, vai ser um professor motivado, porque vai se comprometer com aquela criança, aquele jovem. Eu acho que o professor tem que “vestir a camiseta” do aluno, tem que estar do lado dele, entendê-lo, procurar se aproximar o máximo possível e ser amigo. E o aluno percebe isso. Quando o professor gosta do que está fazendo, ele se torna extremamente fascinante aos olhos dos alunos. A relação “apaixonada” do professor com o que ele trabalha e a forma generosa com que ele trabalha com os alunos é muito legal.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Como se resolve a indisciplina?



Não há solução fácil. Mas é essencial trabalhar - como conteúdos de ensino - as questões relacionadas à moral e ao convívio social e criar um ambiente de cooperação.

Anderson Moço (novaescola@atleitor.com.br)
Colaborou Thais Gurgel

As estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado. O teste ao lado é uma forma de mostrar que é preciso rever conceitos. Não se assuste se você pensou que alguns dos itens estivessem corretos - a maioria dos docentes brasileiros tende a concordar com eles. Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas.

Se a repreensão funcionasse, a indisciplina não seria apontada como o aspecto da Educação com o qual é mais difícil lidar em sala de aula, como mostrou outra pesquisa, da Fundação SM, feita em 2007 com 3,5 mil docentes de todo o país. Até mesmo os alunos acreditam que o problema vem crescendo. Em investigação feita em 2006 por Isabel Leme, da Universidade de São Paulo (USP), com 4 mil estudantes das redes pública e privada de São Paulo, mais de 50% deles afirmaram que os conflitos aumentaram mesmo nas escolas que estão cada vez mais rígidas. "O problema é que as intervenções são muito pontuais e imediatistas. O resultado é uma piora nas relações entre alunos e professores e, consequentemente, no comportamento da turma", acredita Adriana de Melo Ramos, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Unesp, campus de Rio Claro.

Nesta reportagem, apresentamos sete soluções para você encaminhar o problema. Não se trata de um manual de instruções. As questões ligadas à indisciplina são da natureza humana. Portanto, complexas e incertas. Esse é um ponto de partida para quem convive com o problema. Para se sair bem, é preciso estudar muito e sempre revisitar o tema. Veja também um projeto institucional para a formação da equipe.
Calvin e seus amigos
FALTA DE AUTORIDADE
 
O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um térdio, eke vai procurar algo mai interessante para fazer.


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Fonte: Revista Nova Escola

domingo, 19 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Fuja da bobagem acadêmica; conheça dez dicas para ler artigos científicos

"A Nova Roupa do Imperador", do dinamarquês Hans Christian Andersen (1805-1875), conta a história de dois vigaristas que enganam um monarca dizendo possuir um tecido que apenas pessoas inteligentes podem ver. Por vaidade, ninguém é capaz de reconhecer que a roupa confeccionada como o pano mágico não existe e que o rei, na realidade, está nu. 


Divulgação
Este livro é uma ferramenta para entender as pesquisas científicas
Este livro é uma ferramenta para entender as pesquisas científicas
Protegidos pelo mesmo princípio que os malandros da fábula, alguns artigos acadêmicos são desprovidos de qualquer sentido. Negar a erudição e o conteúdo de certos textos é sinônimo de tolice ou incapacidade.
Para o professor Italo de Souza Aquino, qualquer um pode --e deve-- ler escritos do gênero. Porém, por seguir regras específicas, a linguagem é bem diferente do que encontramos em um romance ou um jornal, características que dificultam a leitura.
Pensando em facilitar a atividade e fugir das fraudes, Italo escreveu "Como Ler Artigos Científicos" (Saraiva, 2010), livro que desmistifica qualquer paradigma sobre o assunto.
Desenvolvido originalmente para estudantes de graduação, mestrado e doutorado, o título pode ser usado por qualquer pessoa. Abaixo, conheça dez estratégias para ler artigos acadêmicos. 


*
1. Artigo científico não é para ser memorizado;
2. A leitura de artigos científicos não deve ser de capa a capa; tenha liberdade de ler a parte que mais lhe interessa;
3. Faça marcações em palavras, frase ou parágrafos que sejam interessantes para seu uso (numa revisão bibliográfica ou simplesmente para alguma consulta mais adiante);
4. Escreva no próprio artigo alguma ideia ou o que for preciso. Não tenha medo de escrever no seu artigo. Anotações em artigos, livros e revistas, fazem parte do processo de leitura (aprendizagem);
5. Arquive os artigos já lidos em lugar de fácil acesso;
6. Inicie sua leitura pelo Título e, em seguida, vá para o Resumo; depois, escolha que direção tomar;
7. Quando o resumo transmite informação suficiente sobre algo de que você já tem conhecimento, você poderá até pular a Introdução e ir direto para as Conclusões;
8. Tente ler sempre o original (impresso ou no computador); às vezes, fotocópias podem mascarar alguma linha em gráfico ou algum detalhe em fotografias ou radiografias;
9. Não hesite em marcar todas as palavras ou frases que você não entenda; marque TODAS (com um marca texto) e depois da leitura utilize um dicionário técnico para tentar entender as palavras desconhecidas;
10. Haverá 'coisas' no artigo que você não entenderá (uma palavra, uma expressão, um método) mesmo depois de buscar seu significado em dicionário, faça um grande favor a você mesmo: releia o artigo, seção por seção, e então você vgerá,como será mais fácil desta vez. 

*
"Como Ler Artigos Científicos"
Autor: Italo de Souza Aquino
Editora: Saraiva
Páginas: 112


Fonte: Livraria da Folha

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Professor Está Sempre Errado


O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
Quando...
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de “barriga cheia”.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um “Caxias”.
Precisa faltar, é “turista”.
Conversa com os outros professores,
está “malhando” os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a “língua” do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, “deu mole”.
É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele!

(Jô Soares)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mínimo denominador comum

Ao investir na criação de uma matriz para o ingresso na carreira docente, "Enem dos professores" deverá definir critérios mais claros para a formação.

Gabriel Jareta


Docentes em curso em Campinas(SP): prova visa unir formação à prática
"Uma profissão que tem claros os parâmetros de seu exercício ideal é reconhecida e legitimada na sociedade." Assim começa a apresentação do texto do Marco para la buena enseñanza (marco para o bom ensino), documento publicado pelo Ministério da Educação do Chile em 2003 com o objetivo de nortear a busca pela melhoria na formação do professor e na qualidade de ensino daquele país. Sete anos depois, esse documento ajudou a compor, no Brasil, as bases da produção de uma matriz que terá como objetivo selecionar os melhores profissionais para fazer parte da carreira docente.
Para um país como o Brasil, que luta para vencer o desafio de oferecer uma Educação Básica de qualidade, a evolução do ensino público passa, necessariamente, pela escolha dos professores mais bem preparados para a tarefa de formar crianças e adolescentes. Um profissional que conheça a fundo o conteúdo que está ensinando, que saiba discernir qual o melhor método de ensino para cada turma, que tenha conhecimento sobre os processos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, entre outras atribuições que possam constituir o que se entende por um bom professor.
Essas habilidades são algumas que compõem o modelo que o governo federal está implantando com a criação do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que selecionará os candidatos a professor da educação infantil e das séries iniciais do fundamental. Esse exame consistirá numa prova única e de periodicidade anual, com abrangência em todo o país, nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O concurso não é obrigatório, e as secretarias municipais ou estaduais que optarem por utilizá-la devem fazer a adesão e, a partir daí, todos os interessados em seguir a carreira docente poderão utilizar a nota para preencher as vagas que eventualmente forem abertas. Será possível se inscrever para vagas em mais de uma cidade.
Com esse sistema, as redes - especialmente as de municípios de pequeno ou médio porte - não precisarão mais esperar pelo acúmulo de cargos vagos para abrir um concurso, reduzindo assim a necessidade de contar com professores temporários por mais tempo e em maior quantidade que o necessário. Ao mesmo tempo, as secretarias economizam nos altos custos necessários para formular e aplicar um exame (ou contratar uma empresa que possa fazê-lo) e têm a garantia de que estarão fazendo parte de uma prova que, de fato, pretende selecionar os melhores candidatos para a docência.
A formulação do exame para chegar aos melhores candidatos está sendo baseada em uma lista formulada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a partir de estudos acadêmicos sobre o currículo nacional e de experiências de países não só com os melhores índices em avaliações internacionais, mas que passaram por um debate nacional para formular um padrão de bons docentes, como é o caso do Chile. Também foram analisados documentos como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil e diversos outros materiais e manuais. A equipe do Inep também realizou reuniões com especialistas, representantes de classe, professores e diretores - alguns vindos de escolas que obtiveram os melhores resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além disso, até julho o documento com os referenciais estava aberto para consulta pública no site do instituto.
"A nossa proposta foi chegar a fatores que poderiam indicar um bom professor por meio de um exame escrito", diz Gabriela Moriconi, coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Inep. A ideia do exame surgiu de uma demanda de estados e municípios que não conseguiam estabelecer métodos para contratação e mesmo avaliação dos quadros docentes, e acumulam vagas ocupadas por professores temporários. Com o novo método, diz, será possível abrir um edital para preencher cinco ou seis vagas, por exemplo. A primeira portaria foi encaminhada em maio de 2009 e desde então está sendo analisada e remodelada para chegar ao que Gabriela chama de "nível de detalhe", ou seja, a matriz final para a formulação do banco de questões do exame.

Estratégias em aberto

O documento com os referenciais divulgado pelo Inep para a consulta pública aponta para a definição de padrões que proporcionem "um marco para orientar as políticas de seleção, formação, avaliação e desenvolvimento na carreira do magistério". Esses padrões, baseados em sistemas internacionais, também devem ressaltar a importância do professor como alguém que precisa ter conhecimentos e habilidades específicas, que "não podem ser substituídos por mera boa vontade ou pelo desejo de trabalhar com crianças". "São fatores comuns (para um bom professor) mesmo em sistemas de ensino tão distintos", afirma Gabriela. O Inep consultou os padrões dos seguintes países, além do Chile: Austrália, Canadá, Cingapura, Cuba, Estados Unidos e Inglaterra, a partir dos quais chegou a uma lista de 20 características que compõem o perfil do bom professor.
Entre elas, destacam-se fatores básicos, como o domínio do conteúdo e o conhecimento sobre o sistema educacional, e também habilidades mais amplas, como o uso de métodos que promovam o desenvolvimento do pensamento no aluno e a comunicação com os pais. O Inep reconhece as limitações da prova escrita e prevê que, se necessário, as secretarias podem utilizar a nota do exame para complementar outros processos seletivos, como análise de currículo, entrevista e prova prática.
O Inep também não pretende direcionar o conteúdo da prova de maneira que algum método de alfabetização ou linha de ensino em particular sejam privilegiados. "Os professores devem conhecer os vários métodos e as várias abordagens, mas não é atribuição do Inep escolher qual é o melhor", afirma.
Para a pesquisadora Bernadete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, essa é a postura que deve ser seguida. "A matriz deve ser ampla e abordar fundamentos. Deve ser bem eclética e não pode privilegiar apenas um olhar. Não temos nada na pesquisa educacional que mostre que um caminho é melhor que o outro. O bom professor deve ter várias alternativas, pois cada classe exige estratégias diferentes", ressalta.
Na opinião de Flávia Medeiros Sarti, do Departamento de Educação da Unesp de Rio Claro, o exame não poderia ter a função de direcionar o método de trabalho. "Na história da pedagogia há uma obsessão recorrente por um método universal", diz. Apesar disso, a experiência tem mostrado que o ensino mais eficiente deve partir de uma atividade de criação própria, forjada a partir do conhecimento da história e das diferentes possibilidades disponíveis. "O professor deve ter uma relação especial com o outro e com o conteúdo, para que ele crie seu trabalho. O ensino é uma atividade criativa", afirma.

Exigências superficiais

Por enquanto, a experiência brasileira mostra que esses padrões desejados ainda pertencem ao campo das ideias. Um estudo da própria Fundação Carlos Chagas, publicado em março de 2009, mostra que os concursos públicos para contratação de professores no país buscam, em grande parte, verificar o conhecimento do candidato a respeito do funcionamento dos sistemas educacionais e da legislação - e pouco ou quase nada sobre as práticas docentes. O estudo "Formação de professores para o Ensino Fundamental: estudo de currículos das licenciaturas em pedagogia, língua portuguesa, matemática e ciências biológicas", organizado por Bernadete Gatti e pela pesquisadora Marina Muniz Rossa Nunes, analisou 35 editais de concursos públicos (14 estaduais e 21 municipais), divulgados entre 2002 e 2008, de todas as regiões brasileiras.
Uma das conclusões do estudo é a de que exigência de domínio do conteúdo se concentra em algumas questões básicas de língua portuguesa, como gramática e interpretação de texto, mas pouco se exige de conteúdo de matemática. Já em relação às "didáticas específicas" e às "metodologias de ensino", pouco é exigido. "As questões classificadas nessas categorias aparecem em quase todos os concursos, porém são poucas e não pesam na distribuição das provas", aponta o estudo. Ainda assim, quando surgem, são superficiais e não contemplam a relação entre teoria e prática. "(...) o comum são as questões se aterem a uma teorização totalmente descolada de significado mais concreto, referindo-se a um jargão ou nomenclatura específica, que pouco traduzem o que o candidato sabe sobre como ou por que trabalhar com as crianças e os conteúdos com esses fundamentos", aponta o texto.
Diante dessas conclusões, o consenso entre Inep e especialistas aponta para um processo seletivo capaz de detectar o quanto o futuro professor é capaz de aproximar o conhecimento teórico ao cotidiano da sala de aula. Para a pesquisadora Anna Helena Altenfelder, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a atividade docente pressupõe um professor que, em primeiro lugar, saiba planejar e, em seguida, seja capaz de pensar estratégias para organizar a situação de aprendizagem. "O conhecimento teórico permite ter clareza. O professor precisa saber qual método usar em cada situação, lançar mão da observação para fazer mudanças, levar em conta aspectos sociais e afetivos", ressalta.
A prova escrita também deve ser capaz de identificar a desejada capacidade criativa do professor, uma habilidade necessária para lidar com realidades tão distintas como as presentes nas escolas brasileiras. Para Flávia Sarti, da Unesp, o exame tem méritos ao regulamentar as bases da seleção do professor, mas a discussão deve levar em conta a falta de estrutura de algumas escolas ou redes para que essas práticas sejam aplicadas. "Quando falamos em um perfil nacional, me incomoda saber que é um perfil único para um país tão grande e heterogêneo. O mesmo perfil vale tanto para uma escola da cidade de São Paulo quanto para uma do interior do Piauí? E mesmo dentro de uma cidade temos realidades diferentes", afirma. Para a professora, a prova escrita poderá, sim, ser "muito interessante", mas como complemento ao processo de seleção.
Anna Helena concorda que o exame não pode ser um instrumento único para tentar melhorar o nível dos professores e do ensino como um todo, embora seja importante deixar claro quais são os parâmetros desejados para ingressar na carreira e sirva como subsídio para a aplicação de outras políticas. "Como medida isolada, é inócuo. Só será válido se estiver atrelado ao direito de uma escola de qualidade", diz.

Cobrança de conteúdo

Os temas apresentados como referenciais pelo Inep também procuram dar ênfase ao domínio de conteúdos específicos e das práticas de ensino, algo que costuma ser pouco explorado pelos concursos públicos. Como consequência imediata, quem tem a tarefa de ensinar língua portuguesa, matemática, história, ciências, também não é capaz de compreender os conteúdos dessas disciplinas de maneira satisfatória. "A atividade docente consiste em saber o que ensinar e como ensinar, as duas dimensões integradas", afirma Anna Helena, que acredita haver um problema sério de desconhecimento do conteúdo entre os professores das séries iniciais. Para Flávia Sarti, essa é uma defasagem decorrente da própria formação básica do professor, o que configura um círculo vicioso perverso. "Tentamos assegurar que esses professores dominem o conteúdo, mas a relação também deve ser diferente. O ensino pressupõe uma compreensão 'para além' de apenas saber o
conteúdo", aponta.
No caso dos professores polivalentes, responsáveis pelos primeiros anos do ensino fundamental, as lacunas aparecem de maneira ainda mais crítica - e o curso de pedagogia, na grande maioria das vezes, não consegue recuperar esse tempo perdido. De acordo com Marisa Garcia, que dá aulas nos cursos de graduação e pós-graduação do Instituto Superior de Educação Vera Cruz, seria o cenário ideal se a universidade conseguisse dar conta de reforçar a formação inicial dos alunos, mas não há nem tempo previsto para esse fim nos currículos. "Precisamos, antes de tudo, de uma política educacional que dê conta da formação básica. Vejo como uma saída as instituições de ensino superior oferecerem cursos de extensão para preencher essas lacunas na formação", diz.
No caso específico da educação infantil, identificar habilidades e o conhecimento dos conteúdos parece ser uma tarefa ainda mais delicada. Maria Angela Barbato Carneiro, da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e especialista na área, acredita que o candidato a docente precisa ter um perfil de observador atento do universo das crianças, além de saber estimular a criatividade e impor limites. "Na prática, existe um preconceito contra o professor de educação infantil. A brincadeira é extremamente importante para o desenvolvimento e a socialização, e as situações precisam ser planejadas para cada etapa", explica.

Repensar a formação

A criação do exame deve, em médio e longo prazo, provocar um impacto na formação de professores  e, acredita-se, essa mudança será para melhor se for baseada em uma matriz referencial amplamente discutida e aceita. "(O exame) precisa medir esses conhecimentos, mas também deve oferecer subsídios para pensar a própria escola", afirma Anna Helena, do Cenpec. Em princípio, a pesquisadora Bernadete Gatti tinha dúvidas sobre a implantação da prova. Ela tinha receio de que os cursos de formação de professores pudessem se transformar em "cursinhos" para a prova, em vez de melhorar as práticas e os currículos. "A grande lacuna na formação se refere a questões ligadas a práticas pedagógicas e seus fundamentos. O professor não tem repertório que lhe permita planejar aulas, escolher métodos, selecionar livros didáticos", afirma.
Flávia Sarti espera que os cursos comecem a se reestruturar em função das diretrizes, principalmente em relação às demandas que a cada dia surgem no cotidiano da sala de aula. "A nossa experiência mostra professores muito angustiados com a quantidade de tarefas que têm para dar conta. Há uma inflação de projetos que chegam à escola sem que isso esteja planejado e as demandas ultrapassam o que se concebe como função docente", relata. Para ela, tão importante quanto selecionar bem seria criar dispositivos de auxílio à iniciação na carreira, como o acompanhamento de tutores. "É uma questão de dar início à cultura escolar, ter próximo alguém experiente para discutir, tirar dúvidas, procurar caminhos", sugere.
A distância entre a formação nas instituições e a realidade escolar também pode ser diminuída com uma atenção maior aos estágios, de preferência na rede pública, e o acompanhamento de professores na sala de aula. "A formação precisa contemplar uma dimensão prática", afirma Marisa, do ISE Vera Cruz. Um exame que esteja atento a essa visão pode ser mais interessante para a carreira docente. "Sabemos o quanto é importante a história da educação, a sociologia, mas essas disciplinas precisam conversar com o dia a dia das aulas e mesmo entre elas", ressalta.
Pensando nas próximas gerações

Maria Angela, da PUC-SP, espera que o exame possa trazer contribuições para valorizar a profissão, especialmente se a prova for pensada em conjunto com uma formação continuada, inclusive com a utilização da tecnologia, como o uso de cursos a distância ou semipresenciais. "Investir em educação significa investir em tudo: qualificação, remuneração, infraestrutura. O professor é a peça mais importante nesse processo e as políticas públicas devem pensar nele tanto para melhoria profissional quanto pessoal", defende.
Ao longo de 2011, quando os primeiros professores selecionados por meio do exame começarem a trabalhar na prática e a relatar suas experiências, será possível começar a medir o quanto a preocupação ampla e articulada com a carreira docente pode trazer de boas notícias para as próximas gerações. Não só de alunos, mas tambémde professores.
Próximos passos
A consulta pública sobre os referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, encerrada no início de julho, teve a participação de quase 1.600 pessoas e 90 instituições, de acordo com informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A matriz final deverá estar pronta entre setembro e outubro, para que então as questões sejam formuladas para a prova de 2011 - ainda sem data definida. A expectativa é que em longo prazo haja um grande banco de dados de questões, que poderia ser utilizado para, por exemplo, ajudar a compor a prova de uma rede que deseja avaliar outros conhecimentos específicos.
Segundo a coordenadora-geral de Instrumentos e Medidas Educacionais do Inep, Gabriela Moriconi, um "segundo momento" do exame prevê a ampliação da prova para os anos finais do fundamental e para o ensino médio, incluindo os candidatos a professor das disciplinas específicas. Durante as discussões com especialistas e representantes de secretarias e escolas, também foi proposta a ideia de mudar o nome de "exame" para "concurso", mas ainda não há consenso sobre o assunto.

Agora a valorização?
A concepção de um padrão nacional para o ingresso de professores na carreira docente poderá ter como reflexo positivo a valorização da profissão diante da sociedade. Isso porque, a partir de uma seleção mais bem planejada, será necessário oferecer a esses novos professores as ferramentas adequadas para o cotidiano da sala de aula e para a própria formação. "Depois que o exame selecionar os melhores professores, em que condições eles desenvolverão seu trabalho?", questiona Flávia Medeiros Sarti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro. Para ela, o fato de saber o que a sociedade espera do professor deverá delimitar as funções docentes e suas necessidades com mais clareza - uma queixa recorrente da categoria.
Os referenciais para o exame também poderão estar de acordo com o que se espera da escola - e da profissão - no mundo contemporâneo, com desafios que nem sempre a formação consegue acompanhar. No livro Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente, José Carlos Libâneo estabelece dez pontos sobre "novas atitudes docentes" para lidar com as questões da sociedade atual. "Não só o professor tem seu lugar, como sua presença torna-se indispensável para a criação das condições cognitivas e afetivas que ajudarão o aluno a atribuir significado às mensagens e informações recebidas das mídias, das multimídias e formas variadas de intervenção educativa urbana."

Conteúdos da prova
Para organizar o conteúdo que será cobrado no Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, o documento para consulta pública divulgado pelo Inep traz uma lista com 16 temas, gerais e específicos, que devem servir como "guia" para a concepção da matriz final. A equipe técnica se baseou nos principais documentos que regulam o sistema educacional brasileiro, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), além de materiais de referência nacionais e internacionais. Cada um dos temas foi também desdobrado para chegar às habilidades e conhecimentos que poderiam ser cobrados por uma prova escrita.
Temas gerais
- Direito à educação;
- Políticas educacionais vigentes;
- Processo de desenvolvimento humano e aprendizagem;
- Planejamento pedagógico;
- Estratégias, abordagens, atividades e recursos pedagógicos;
- Avaliação pedagógica;
- Adaptações curriculares para o atendimento de alunos com necessidades especiais.
Temas específicos
- Leitura e compreensão de textos;
- Produção de textos (a ser verificada por meio de redação);
- Ensino de língua portuguesa;
- Conhecimento matemático;
- Ensino matemático;
- Conhecimento em ciências sociais e naturais;
- Ensino de ciências sociais e naturais;
- Educação infantil;
- Educação de jovens e adultos.





Fonte:   REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 160

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A literatura por Mia Couto




Em passagem por São Paulo, para a Bienal do Livro, em agosto de 2010, o escritor moçambicano Mia Couto conta como se tornou um leitor e um escritor de poesia e prosa. Ele também fala sobre seus poetas prediletos e comenta a influência de escritores brasileiros como Jorge Amado em sua literatura.

 

  Como formar leitores literários  
  • Creche
  • Pré-escola
  • 1º ao 5º ano
  • 6º ao 9º ano
Reportagens
Ajude os alunos a ler com autonomia

A leitura nas séries iniciais O maravilhoso mundo dos contos de fadas e seu poder de formar leitores

A leitura na pré-adolescência

Entrevista
Para a autora Fanny Abramovich, o livro precisa ser um vício

Vídeos
A literatura na voz do escritor

A leitura das imagens e ilustrações de livros

A importância dos clássicos da literatura

Leitura de contos de terror

Leitura de poesia

Planos de aula
Investigando o comportamento leitor

Lendo o livro... antes de ler a história do livro

Leitura de bons textos

Leitura de contos do mundo todo

Mural de indicações literárias

Do poeta ao aluno

Ciranda Literária, troca de indicações de leitura

Sessões simultâneas de leitura de contos

Biblioteca de sala, como organizar o espaço de leitura

Rodas de leitura, conversas sobre livros

Círculos de leitura


  Formação de professores  
  O papel dos gestores  

Reportagens

Oito ações para construir uma escola leitora

Funções do diretor e do coordenador

Leitura para toda a escola

Uma biblioteca comunitária

A borrachalioteca, uma inusitada mistura de livros e pneus que atrai leitores e escolas em Minas Gerais

Infográfico 

Programas governamentais de distribuição de livros

Vídeos

Como organizar uma biblioteca

Conheça o projeto ''Leitura em Família''
Biblioteca Rural na comunidade quilombola Jacareguara

Gestão de bibliotecas:

Softwares livres para gerenciar o acervo e controlar empréstimos de livros 

 Fonte: Revista Nova Escola

 

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